Mestre Nô no Grito Marcial

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Nego Bom de Pulo no CIC

Para quem ainda não viu ou quer ver de novo!!!

Sessão Especial do Documentário Nego Bom de Pulo – Mestre Nô e a Capoeira da Ilha com a ilustre presença de Mestre Nô.
Cineclube Cinema Unisul – Centro Integrado de Cultura – CIC
Dias 16 e 18 de outubro às 20h.
Entrada Gratuita.

Sinopse:

A História não para. A Capoeira, manifestação de resistência cultural (e física) afro brasileira faz parte da história do Brasil e de Florianópolis. Movimento contínuo. Atravessou dois séculos, escondida nos guetos, terreiros e quintais, proibida de ser praticada. Atualmente, mesmo sendo Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil e do Mundo, permanece marginalizada.

O Documentário, “Nego Bom de Pulo”, nos movimenta pelo tempo e pelo espaço. Registra a cidade de Florianópolis no século passado, décadas de 1980 e 1990 pelo olhar de quem faz da capoeira oficio e vida.

Apresenta a vida de Mestre Nô, baiano de Itaparica, e sua trajetória para o sul do Brasil, a caminhada do homem que é capoeira na roda e na vida. Revela o pensamento e o trabalho de toda uma geração de jovens capoeiras que se tornaram responsáveis pela valorização dos velhos mestres e seus fundamentos e pela formação de uma identidade chamada de Capoeira da Ilha.

Na tela a luz mais forte é para esses jogadores, capoeiras, que vindos de distintos lugares forjaram na cidade de Florianópolis, nas suas ruas, praças praias e mercado uma capoeira resistente, maliciosa, com combatividade e fundamento.

Kiko Knabben

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Homenagem ao Mestre Nô: Notório Saber no Centro de Educação da UFSC

Este evento é uma atividade do Centro de Educação da UFSC, no dia do professor, com intuito de marcar a passagem e aprovação pelo CED/UFSC do reconhecimento e título de Notório Saber ao Mestre Nô – Norival Moreira de Oliveira.

“Conforme a Resolução n. 055/CEPE/9212 de Novembro de 1992, que revoga a n. 006/CEPE/86, que até então regulamentava a concessão de título de Notório Saber, assinada pela então Vice-reitora, nossa colega Nilcéia Lemos Pelandré.”

O processo de solicitação de reconhecimento de Notório Saber em Educação ao Mestre Nô da Capoeira (2308.077384/2013-34) foi protocolado em 19 de dezembro de 2013, tendo como requerente o Professor Doutor Fábio Machado Pinto, do MEN/CED e do PPGE/CED.

Mestre Nô iniciou formalmente sua trajetória de ensino da capoeira ainda nos anos 1960, na Cidade Baixa, em Salvador, capital do estado da Bahia. Migrando por distintos endereços e denominações, todas elas vinculadas ao enraizamento histórico e social da capoeira, funda, em 1979, a Associação Brasileira Cultural de Capoeira Angola Palmares.

Embora já houvesse formado centenas de alunos nas experiências anteriores, é a partir da Associação Palmares que o trabalho de Mestre Nô se potencializa e alcança patamares não apenas nacionais, algo que já ocorria, mas internacionais. Para além das aulas ministradas na Bahia – que ultrapassam os limites físicos da Associação Palmares, alcançando rodas de rua e práticas em outros lugares em que acontece a capoeiragem – Mestre Nô alcança representatividade efetiva nos planos nacional e internacional, vendo seus alunos como mestres, contramestres ou professores em todos as regiões do país, bem como nos cinco continentes. Além disso, a atuação de Nô se dá em diferentes âmbitos, como logo mais será relatado.

A capoeira é uma prática que glosa as artes do corpo com música, jogo e dança. Está enraizada na história do Brasil, em especial naquela dos afrodescendentes, que a criaram e recriaram como expressão de diferentes ritos oriundos de distintas partes da África. Como é praxe nos processos culturais, a mescla é grande e incorpora também práticas ameríndias e mesmo de origem europeia – e, ainda que filtradas pelo africanismo, do Oriente Médio. A literatura sobre o tema é vasta e sua presença na vida universitária se faz notar tanto na forma de pesquisas de todos o tipo, com destaque para teses e dissertações em várias áreas de conhecimento, e em práticas de ensino (como disciplina é ministrada em vários cursos de graduação em Educação Física) e extensão (em diferentes projetos vinculados à cultura e educação populares). Não é diferente na Universidade Federal de Santa Catarina, que conta há décadas com projetos de pesquisa e extensão sobre capoeira, além da presença de disciplina com este nome no currículo regular do curso de graduação em Educação Física.

A capoeira, no entanto, não é matéria meramente acadêmica, mas antes prática popular que encontrará, nas últimas décadas do século passado e início deste, seu lugar no ambiente universitário. Como exercício público, possui seus próprios ritos e códigos. Há na capoeira uma forma de conhecimento e sua transmissão que se não lhe são exclusivas, são-lhe bastante próprias. Trata-se, como outras formas de expressão corporal, de uma combinação entre mimese e técnica, espontaneidade e racionalidade, ambas calcadas em uma situação histórica e social específica, mas com desdobramentos que não necessariamente correspondem à origem. Neste sentido, embora sejam proficuamente estudadas, as práticas da capoeira, ao comporem as artes do corpo, são objeto de conhecimento nem sempre conceitual, ainda que certamente não irracional. Da mesma forma, sua transmissão privilegiada se dá pela narrativa e pela aproximação mimética entre sujeito e objeto, como costuma acontecer nas experiências de fruição estética. É nesse quadro que Mestre Nô se apresenta como um dos principais expoentes de sua história.

Exemplo de tal posição é o fato de Mestre Nô ter sido reconhecido como Mestre de Capoeira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Ministério da Cultura, Governo do Brasil. Destaco a enorme presença de Nô nesta Universidade desde o final dos anos 1980, em seminários, oficinas, batismos (ritual de pertencimento de novos capoeiristas a um grupo), patrono e inspiração de projeto de extensão que desde meados daquela década se desenvolve.

Saber oral que atualiza e sintetiza outros saberes uma vez escutados e materializados em narrativas, mas também em práticas corporais que passam de geração à geração. Isso é um pouco da capoeira, prática cultural dos vencidos, mas não derrotados, na formação da nação brasileira, que precisa ser reconhecida e valorizada. A capoeira é patrimônio material e imaterial da nação e Mestre Nô é uma de suas personificações mais importantes.

Não tenho dúvidas sobre a pertinência de se outorgar o reconhecimento de Notório Saber, bem como o de Doutor Honoris Causa, duas honrarias acadêmicas, a Norival Moreira de Oliveira, o Mestre Nô. Não só ele seria honrado com esses títulos, mas também a UFSC e o Centro de Educação, em especial, ao conceder-lhe a honraria.

Trechos do parecer final da comissão do CED aprovada em reuniões do departamento de metodologia de Ensino e no Conselho de Unidade, no primeiro semestre de 2015.

Bagé

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Imagem: Kiko Knabben

Documentário Nego Bom de Pulo

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Para quem ainda não viu ou quer ver de novo!!!

Sessão Especial do Documentário Nego Bom de Pulo – Mestre Nô e a Capoeira da Ilha com a ilustre presença de Mestre Nô.
Cineclube Cinema Unisul – Centro Integrado de Cultura – CIC
Dias 16 e 18 de outubro às 20:oo
Entrada Gratuita.

Sinopse:

A História não para. A Capoeira, manifestação de resistência cultural (e física) afro brasileira faz parte da história do Brasil e de Florianópolis. Movimento contínuo. Atravessou dois séculos, escondida nos guetos, terreiros e quintais, proibida de ser praticada. Atualmente, mesmo sendo Patrimônio Imaterial Cultural do Brasil e do Mundo, permanece marginalizada.

O Documentário, “Nego Bom de Pulo”, nos movimenta pelo tempo e pelo espaço. Registra a cidade de Florianópolis no século passado, décadas de 1980 e 1990 pelo olhar de quem faz da capoeira oficio e vida.

Apresenta a vida de Mestre Nô, baiano de Itaparica, e sua trajetória para o sul do Brasil, a caminhada do homem que é capoeira na roda e na vida. Revela o pensamento e o trabalho de toda uma geração de jovens capoeiras que se tornaram responsáveis pela valorização dos velhos mestres e seus fundamentos e pela formação de uma identidade chamada de Capoeira da Ilha.

Na tela a luz mais forte é para esses jogadores, capoeiras, que vindos de distintos lugares forjaram na cidade de Florianópolis, nas suas ruas, praças praias e mercado uma capoeira resistente, maliciosa, com combatividade e fundamento.

Kiko Knabben